sábado, 30 de abril de 2016

JORDÃO: BALSA COM POSTES DO PROGRAMA LUZ PARA TODOS COM DESTINO AO JORDÃO

Após uma série de reuniões com o coordenador da Eletrobras Acre, Alberto Fernandes, para cobrar agilidade na execução do programa Luz Para Todos, em Jordão, o deputado estadual Jesus Sérgio (PDT) informa que os poste de energia elétrica já estão sendo embarcados, em uma balsa que foi enviada pela Prefeitura de Jordão, como apoio ao Programa. A Balsa saiu de Tarauacá terça-feira, 26, com destino a Jordão.

Jesus Sérgio lutou para que fosse realizado o transporte dos insumos – em caráter de urgência - devido o rio não apresentar condição de trafegabilidade no decorrer no ano.

O deputado lembrou ainda que estará participando de uma reunião  com o prefeito de Jordão, Elson Farias, e o diretor-presidente da Etenge, Sérgio Murata, a fim de definirem os próximos encaminhamentos. 

Jesus Sérgio destaca que esteve em contato com o diretor-presidente da empresa Etenge, Sérgio Murata, que informou que a empresa (responsável pelas obras) já comprou os geradores e outros materiais necessários. A empresa assinou contrato em 2015 e tem o prazo de até 18 meses para conclusão da obra de expansão da rede elétrica no município.

“Uma das maiores dificuldades para expansão do Programa Luz Para Todos, em Jordão, estava no envio de material e insumos para o município. Conseguimos o envio dos postes e agora a população de Jordão pode voltar a sonhar que serão contemplados com a energia elétrica. Eu e minha equipe estamos acompanhado - de perto - o andamento deste programa. Estarei atento a esta reivindicação, pois conheço a realidade do município e a necessidade da população jordanenese. Não sou de fazer alarde e sim em fazer acontecer”, declarou Jesus Sérgio.

Jesus Sérgio comemora liberação de mais R$ 230 milhões para recuperação da BR-364

O deputado estadual e presidente da Comissão de Obras e Transportes da Assembleia Legislativa do Acre (Acre), Jesus Sérgio, comemorou o anuncio da liberação de mais R$ 230 milhões, que serão destinados às obras de recuperação da BR-364, nos trechos compreendidos entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul. As intervenções na rodovia devem começar em julho.

Jesus Sérgio não participou da audiência realizada em Brasília, na quinta-feira, 28, porque estava participando das festividades de aniversário da cidade de Jordão. O governador Tião Viana esteve acompanhado do supervisor de Obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Acre, Thiago Caetano e dos demais membros da Comissão de Obras da Aleac com o ministro Antônio Carlos Rodrigues.

Na ocasião, houve também a entrega dos projetos relacionados ao Contrato de Restauração e Manutenção (Crema) da rodovia, que o ministro Rodrigues determinou o encaminhamento imediato para licitação. Esse contrato garante a trafegabilidade da BR-364 o ano inteiro.

O Crema é um contrato de conservação e manutenção da BR-364 que vai garantir que ela ofereça tráfego o ano inteiro. Não é um contrato emergencial, e sim um contrato que assegura não só o verão amazônico, mas o inverno de manutenção constante do Dnit na rodovia.

O Ministério dos Transportes autorizou ainda o empenho para ação emergencial das obras na região do Massipira, entre o Rio Macapá e Tarauacá (trechos mais críticos). Além disso, foi solicitada ação emergencial também para os trechos entre o Purus e Feijó

O nosso projeto de restauração da BR-364 foi aprovado, e agora vamos avançar no processo licitatório. Amanhã o Dnit realiza uma reunião interna de coordenadoria para poder, em cima do que foi determinado pelo diretor-geral do órgão, dar os encaminhamentos necessários”, explica o supervisor do DNIT.

Recentemente, Jesus Sérgio reuniu os deputados que compõem a Comissão de Obras da Aleac e os engenheiros do Deracre e Dnit para realizarem uma vistoria na rodovia de Sena Madureira a Tarauacá. Um relatório minucioso está sendo preparado e nele constará detalhes dos trechos mais críticos, os quais devem receber atenção prioritária. Com informações da Agência Acre.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

JORDÃO: SERINGAIS SÃO LUÍS E ALAGOAS TERÃO ATENDIMENTO DO MDA

Atendendo ao pedido do deputado Jesus Sergio (PDT), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Acre (Incra/AC) realizará mutirão itinerante de atendimento em Jordão, por meio do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR), que será realizado a partir do dia 21 ao 29 deste mês.

Na tarde da quarta-feira, 06, a Superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Acre (MDA) Jacqueliny Silva e Josenilda Barbalho delegada Federal do Incra, estiveram reunidas com o prefeito Elson Farias, o assessor do deputado Jesus Sérgio e representantes de entidades afins para discutir sobre os serviços prestados pelo programa, as datas e as formas de mobilização.
Segundo Jacqueliny Silva, uma comitiva formada por 17 pessoas sairá de Rio Branco para Tarauacá, dia 17 de abril e no dia 18 de Abril, sairá de Tarauacá com destino à Jordão.
 
Os atendimentos ocorrem dia 21 no Seringal São Luiz, nos dias 24 e 25 no Seringal Alagoas e 28 e 29 na cidade de Jordão.

O programa disponibilizará gratuitamente a emissão de CPFs, RGs, atendimento no INSS (para dar entrada em Auxilio Maternidade, aposentadoria por idade entre outros benefícios), fotos, xérox de documentos, tudo de forma gratuita.

"Ter seus documentos pessoais é uma forma de dignificar o ser humano. É dá ao povo o direito e a oportunidade de adquirir a sua identidade, a prerrogativa para gozar dos seus direitos fundamentais. Com este ato estamos levando o Estado àqueles que mais necessitam", enfatiza o Deputado Jesus Sérgio.

JORDÃO: Em Audiência Pública, Jesus Sérgio sugere que famílias carentes sejam contempladas com desconto na conta de energia elétrica

O deputado estadual Jesus Sérgio (PDT) participou da audiência pública realizada em Jordão sobre Iluminação Pública na última quinta-feira (8 de abril), no auditório do Centro de Florestania da Ufac
O evento reuniu a comunidade e lideranças locais, entre eles: o presidente do PDT, em Jordão, Tom do Depasa, os vereadores Guedes Oliveira e Meire Sérgio e o vice-prefeito de Jordão, Raimundo Nazareno (Bibiu) Aragão, o gerente de expansão de rede da Eletrobras Acre, engenheiro Otávio Ribeiro, entre outras autoridades locais.

O encontro debateu as precariedades enfrentadas pela população jordanense quanto aos serviços de iluminação pública, Luz Para Todos e demais serviços públicos. 

Na oportunidade, foi formada uma comissão composta por representantes do Deracre, Depasa, Câmara de Vereadores, Povos Indígenas, Pastoral da Criança, Secretaria de Mulheres, Sindicato Rural e Eletrobras Acre. Eles estão responsáveis por acompanhar os encaminhamentos tirados do debate.

O deputado Jesus Sérgio sugeriu ainda a Eletrobras Acre realize também o cadastramento das famílias de baixa renda e indígenas no Programa Tarifa Social de Energia, que concede desconto, de acordo com a faixa de consumo. a Ideia é que o cadastramento seja realizado juntamento com os serviços de expansão da rede elétrica no município, que encontram-se já em andamento.

O parlamentar explica que o programa dá descontos de 10% a 65% na conta de energia elétrica para famílias de baixa renda. Se o morador for indígena, o desconto pode chegar até 100%. Para ser contemplado é exigido que as famílias estejam cadastradas e ativas em programas sociais, por meio da CadÚnico/Número de Identificação Social (NIS). O evento foi proposto pelo deputado Jenilson Leite (PCdoB).







Saiba mais sobre a atuação do deputado Jesus Sérgio em prol de Jordão

 
Jesus Sérgio esteve reunido com o engenheiro Otávio Ribeiro, do Departamento de Expansão de Rede da Eletrobras, em Rio Branco, com o intuito de buscar soluções para problemas urbanos relacionados à energia elétrica nos municípios de Tarauacá e Jordão, mais especificamente as ligações clandestinas, conhecidas como “gato”.

No município de Jordão, a situação é mais grave. Por anos, postes foram fincados sem que fosse realizado o serviço de energia elétrica. Segundo informações obtidas pela equipe do deputado, a empresa que havia ganhado a licitação teria abandonado a obra, sendo esta retomada apenas em 2016, por outra empresa.

Preocupado com essa situação, Jesus Sérgio buscou soluções junto a Eletrobras. O engenheiro Otávio Ribeiro informou que existe um Programa na Eletrobras que destina recursos para esses fins. Basta que as prefeituras busquem esses recursos para que sejam viabilizadas melhorias em seus municípios.
 
O Jordão, porém, apresentava uma dificuldade, que era empresas para executar as obras. Diante disso e tendo em vista que a empresa ETENGE irá executar obras do Programa Luz para Todos no município, estive reunido no dia 23 de março com o Eletrotécnico da Empresa, senhor Maicon Silva, para que a mesma executasse a obra. Este já se deslocou nesta terça-feira, 29 de março, para o município de Jordão, com o intuito de elaborar um projeto para a execução da obra e acompanhamento do Programa Luz para Todos.

O local a ser beneficiado será o Bairro Lindolfo Mateus, mais conhecido como “Bairro Novo”, onde está previsto a colocação de postes e transformadores.

“Quando eu fui pedir voto de confiança no Bairro Novo disse que lutaria pela melhoria da qualidade de vida do povo daquele bairro, que era carente de abastecimento de água, luz e condições de trafegabilidade. Buscamos juntamente ao DEPASA a melhoria da oferta da qualidade de água desse Bairro e o presidente do DEPASA, Edvaldo Magalhães, prontamente, atendeu nossos pedidos. Agora, com a ajuda de Deus e o apoio da Eletrobras e Prefeitura, resolveremos o problema da energia no Bairro Novo. Somente dando as mãos é que atingiremos nossos objetivos.”

O prefeito de Jordão, Elson Farias, destacou que com a intervenção da Eletrobras Acre "serão atendidas comunidades do ramal da integração; baixo rio Tarauacá; Alto Rio Tarauacá; e Rio Jordão; Nove escolas passarão a ter energia elétrica. Isso significa mais qualidade de vida, mais dignidade e que mais ferramentas tecnológicas poderão ser utilizadas para potencializar a qualidade da educação rural".

sexta-feira, 1 de abril de 2016

JORDÃO: JESUS SÉRGIO VISITA HOSPITAL DA FAMÍLIA

Jesus Sérgio realizou uma visita ao município do Jordão, na quarta-feira, 16 de março de 2016, para verificar as condições de trabalho e denúncias de que o Hospital, encontrava-se abandonado, em meio ao caos.
Na visita, algumas constatações foram feitas in locu, entre elas a do serviço de acolhimento, que é um dos melhores nas Unidades de Saúde do Estado já visitadas pelo parlamentar; a unidade está limpa, tanto na parte interna como externa; há poucos pacientes, demonstrando que alí a atenção de saúde básica está funcionando, com visitas dos agentes comunitários de saúde nos bairros da cidade; há bastante medicamentos, material médico hospitalar, materiais de limpeza, dentre outros, coisas que em outras unidades de saúde, em minhas visitas não pude constatar.

“Conversei com o médico e toda a equipe de plantão, que se mostraram pessoas atenciosas e comprometidas com a saúde das pessoas”, disse Jesus Sérgio ao destacar que há muito o que ser feito ainda para melhorar o atendimento à população jordanense, como reforma e ampliação da Unidade, melhorando as condições da sala de parto, cozinha, lavanderia, reservatório certo para a acomodação do lixo hospitalar, que já está previsto em uma planta.

Jesus Sérgio afirmou ainda que pretende conversar com o Secretário de Estado de Saúde para que agilize todo esse processo, bem como a contratação de um profissional radiologista para a Unidade. “Estamos compromissados com a Saúde do povo de Jordão e sempre lutaremos por essas causas, pois para isso fui eleito”.

sábado, 26 de março de 2016

BRASIL: ODEBRECHT QUEBRA O SILÊNCIO E FALAM DO DEPARTAMENTO DE PROPINA CRIADO PARA SUBORNAR POLÍTICOS E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS




 Maior empreiteira do país, Odebrecht promete entregar Lula e campanha de Dilma à Lava Jato
Entre os 28 mandados de condução coercitiva cumpridos na manhã da terça-feira, dia 22, a Polícia Federal levou três dos principais executivos da empreiteira Odebrecht para prestar depoimento. Durante algumas horas, eles tiveram uma amostra do que é a Operação Lava Jato

Diante das perguntas feitas pelos investigadores e das provas apresentadas a eles, os três tremeram. Depois de liberados, foram a um encontro com o restante da cúpula da empresa. Pressionaram para que a Odebrecht faça o que estuda há meses: colaborar com as investigações em troca de salvação. Os três disseram aos colegas que, se a cúpula não decidisse por essa saída, eles próprios iriam colaborar e, assim, a derrocada seria certa. Até mesmo o patriarca Emílio Odebrecht ficaria sob risco de cair. Consultaram até o ex-presidente Marcelo Odebrecht, preso desde junho em Curitiba. 

O grupo conversou sobre como a Odebrecht vem sendo destruída pela Lava Jato – já perdeu R$ 5 bilhões em valor de mercado. Tratou também dos processos danosos à empresa nos Estados Unidos e na Suíça. Diante de tantas adversidades, Marcelo aquiesceu. Seu pai, Emílio, decidiu.

A Odebrecht decidiu fazer um acordo de delação premiada

A difícil discussão é quanto entregar: se está disposta a dar o que a Lava Jato já tem, para fechar casos, ou se vai abrir novos casos, com a revelação de outros políticos, partidos e obras. Como é usual, a Odebrecht decidiu começar por oferecer o mínimo possível. Os procuradores do Paraná não ficaram surpresos. Eles já avançaram incisivamente na Odebrecht e tinham convicção de que o dia da capitulação chegaria. De antemão, já sabem as principais condições para negociar: que a Odebrecht desista dos processos na Suíça, que impedem a remessa de provas de pagamentos de propina a políticos de vários partidos e outros funcionários da Petrobras e de órgãos públicos ainda não mencionados.


Em junho de 2015, ÉPOCA contou o que a prisão de Marcelo Odebrecht representava. O pai de Marcelo, Emílio Odebrecht, dizia a interlocutores próximos que “se prenderem o Marcelo, terão de arrumar mais três celas: uma para mim, outra para o Lula e outra para a Dilma”. Os investigadores tinham noção do tamanho do estrago que a prisão poderia causar – tanto que nomearam aquela 14a fase como Apocalipse. Mudaram para Erga Omnes para não espalhar o pânico. A Odebrecht é a maior empreiteira do Brasil e multiplicou por seis seu faturamento nos governos petistas. No conjunto de provas que levou à prisão de Marcelo, há o caminho das propinas pagas no exterior pela Odebrecht para vários diretores da Petrobras. O Ministério Público estima que, junto com a Andrade Gutierrez, a Odebrecht tenha gasto cerca de R$ 764 milhões nisso.

Infográfico mostra políticos beneficiados por pagamentos em planilhas da Odebrecht (Foto: Reprodução)
A Odebrecht já se comprometeu, no acordo de delação por vir, a entregar provas para a investigação sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem contratou para fazer diversas palestras pelo mundo, e fornecer provas de financiamento ilegal de recursos para as campanhas da presidente Dilma Rousseff, inclusive a extensão total dos pagamentos ao marqueteiro do PT, João Santana, no Brasil e no exterior. Os procuradores já sabem informalmente o tamanho das provas que seus colegas suíços obtiveram, mas a remessa não foi feita. Se a Odebrecht colaborar, a remessa dos documentos será mais rápida. O esquema descoberto pela Lava Jato será mais esmiuçado e comprovado. “Eles (a Odebrecht) têm como facilitar o acesso a boa parte dos seus comprovantes de pagamentos de que precisamos”, diz um dos principais integrantes da Lava Jato.

Apesar da octanagem política do que a Odebrecht pode entregar, os procuradores não têm pressa em negociar. A agenda da Justiça não é a agenda da política partidária. Os procuradores pretendem negociar ao máximo os acordos de delação e leniência para que avancem da maneira mais vasta, profunda e benéfica possíveis. Isso inclui negociar altíssimo valor de indenização para os cofres públicos, na casa dos muitos bilhões de reais, a confirmação com mais provas de crimes já levantados na Petrobras e a entrega de documentos e provas que esclareçam casos de corrupção em outros órgãos.

O último flanco que explodiu e levou à decisão dos três executivos da Odebrecht foi detonado pela Operação Xepa, a 26a fase da Lava Jato, na semana passada. Na terça-feira, dia 22, os policiais foram à rua em busca de provas levantadas a partir dos depoimentos de delação premiada da secretária Maria Lúcia Guimarães Tavares, presa em 22 de fevereiro. Ela fez uma revelação assombrosa: trabalhava desde 2009 no Departamento de Operações Estruturadas, um disfarce para um “departamento de propina”, onde eram organizados pagamentos para esquemas de corrupção. O setor dispunha de um sistema interno para lançamentos de pagamentos, o MyWebDay, e outro exclusivo para conversas criptografadas. As revelações da secretária permitiram que os policiais conseguissem indícios de pagamento de propina contra dezenas dos mais de 316 políticos apontados como beneficiários de doações em planilhas apreendidas na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, e ex-presidente do grupo, Benedicto Júnior, na 23a fase da Lava Jato.

Maria Lúcia estava havia nove anos sem tirar férias. Não podia se afastar do “departamento de propina”, onde providenciava a entrega de pagamentos em espécie a executivos do grupo Odebrecht que precisavam de dinheiro para subornar políticos e funcionários públicos. No início, ela foi auxiliada por advogados bancados pela empreiteira e não colaborou com as investigações. Como havia uma infinidade de detalhes em planilhas, os policiais pediram a renovação da prisão temporária. Na carceragem, Maria Lúcia teve contato com o advogado Juan Marciano Dombeck Vieira, que defende a doleira Nelma Kodama, presa em Curitiba. Maria Lúcia assinou o acordo e prestou dez depoimentos. Quando os advogados da Odebrecht chegaram para libertá-la, Maria Lúcia já tinha ido embora. Saiu da Superintendência da Polícia Federal no Paraná por uma porta lateral para escapar dos advogados da empreiteira e seguiu direto para o programa de proteção à testemunha.

Maria Lúcia revelou que o departamento onde trabalhava mantinha um cronograma rígido de pagamentos de propina. Executivos responsáveis por contratos públicos solicitavam desembolsos. Havia uma senha para um emissário do beneficiário final retirar o pagamento de propina em espécie no local marcado. A secretária fazia contato com doleiros para agendar as entregas de dinheiro. O doleiro mais acionado era Álvaro Galliez Novis, sócio da corretora Hoya e sobrinho de Álvaro Pereira Novis, ex-vice-presidente financeiro da Odebrecht. 

Diariamente, a secretária checava seu e-mail e o sistema para organizar quanto seria necessário requisitar em dinheiro em espécie para cada cidade do país. Outra secretária, Angela Palmeira, cuidava das entregas em moeda estrangeira. Maria Lúcia não sabia quem eram os beneficiários finais. Sabia apenas quem era “Feira”, um dos beneficiários mais frequentes. Antes da prisão da secretária, a Polícia Federal já desconfiava que esse era o apelido do marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas presidenciais do PT desde 2006. No dia da Operação Acarajé, teve a certeza. Em anotações de Maria Lúcia, havia o contato da mulher de Santana, Mônica Moura, ao lado do apelido “Feira”. Ele confirmou a identidade de Mônica e contou uma peculiaridade: ao contrário de outros beneficiários da propina, ela pedia para alguém retirar dinheiro pessoalmente na sede da Odebrecht em Salvador.
Tanto os sistemas de mensagens criptografadas quanto o de lançamento de pagamentos foram destruídos pela Odebrecht em agosto do ano passado, depois da prisão de Marcelo Odebrecht, presidente afastado do grupo, de acordo com depoimento de Maria Lúcia. É mais um indício de que a empreiteira destruiu provas. Isso só aumenta o custo do acordo de delação.

Há indícios de propina para os principais projetos da Odebrecht fora da Petrobras nos últimos anos, que envolvem, entre outras, obras do metrô do Rio de Janeiro e de estádios da Copa, como o Itaquerão, do Corinthians. Há menção a pagamentos ao dono do bar do estádio Beira Rio, do Internacional, em Porto Alegre. Douglas Franzoni Rodrigues, administrador do local, é sócio no empreendimento de Anderson Dornelles, o ex-secretário pessoal da presidente Dilma Rousseff por mais de uma década. O “menino”, como Dilma o chama, trabalhou com a presidente por mais de 20 anos. Deixou o governo em janeiro, quando surgiram rumores de que a Lava Jato chegara a seu segredo. A delação da Odebrecht vai gerar ao governo, e a todos os partidos, incômodo muito maior do que já se viu.

Fonte: Revista Época (http://epoca.globo.com)
DIEGO ESCOSTEGUY E DANIEL HAIDAR
24/03/2016